- A obesidade é um desafio de saúde pública a nível mundial.
- É uma doença crónica associada a várias complicações de saúde, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.
- A prevenção deve iniciar-se o mais cedo possível, através da promoção de hábitos de vida saudáveis.
Mais de metade da população portuguesa vive com excesso de peso.
A obesidade é uma doença crónica caracterizada pela acumulação excessiva de gordura corporal.
Está associada a mais de 200 problemas de saúde, entre os quais diabetes, doenças cardiovasculares e vários tipos de cancro. Constitui um dos principais problemas de saúde pública em Portugal, afetando 28,7% dos adultos portugueses, sendo que 67,6% da população vive com excesso de peso.
A prevenção da obesidade passa pela adoção de um estilo de vida saudável, que inclua uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física. Além disso, a promoção da educação alimentar desde a infância é fundamental para reduzir o risco de desenvolvimento da doença ao longo da vida.
Quais são os fatores de risco para a obesidade?
A obesidade é uma doença multifatorial, não sendo uma escolha individual nem o resultado exclusivo de um estilo de vida sedentário. O seu desenvolvimento resulta da interação complexa entre fatores biológicos, comportamentais, ambientais e sociais.
É mais comum em contextos marcados pelo sedentarismo e por padrões alimentares desequilibrados, com elevado consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar.
O Serviço Nacional de Saúde destaca os seguintes fatores de risco:
- Predisposição genética, quando existe histórico familiar de obesidade;
- Determinantes sociais, associados ao estilo de vida;
- Cessação tabágica, podendo ocorrer um aumento de peso associado à substituição do tabaco por ingestão alimentar;
- Doenças endócrinas, que alteram o metabolismo e podem favorecer o aumento de peso;
- Toma de determinados medicamentos, como corticoides ou antidepressivos;
- Gravidez, podendo contribuir para retenção de peso a longo prazo.
Reconhecer estes fatores é fundamental para reduzir o estigma associado à doença e promover uma abordagem mais adequada à sua prevenção e ao seu tratamento.
Quais são os sintomas e complicações da obesidade?
A obesidade caracteriza-se pelo excesso de gordura corporal, mas as suas consequências ultrapassam a componente física visível, afetando vários sistemas do corpo, o bem-estar emocional, a autonomia e a qualidade de vida.
Entre os sinais mais comuns encontram-se:
- Falta de ar durante esforços ligeiros;
- Transpiração excessiva;
- Cansaço frequente;
- Problemas respiratórios, como a apneia do sono;
- Dor nas articulações, especialmente nos joelhos e na região lombar;
- Diminuição da resistência física.
Para além destes sinais, a obesidade está associada a diversas complicações, incluindo:
- Maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), a insuficiência cardíaca e o enfarte do miocárdio;
- Maior risco de desenvolver diabetes tipo 2;
- Doença hepática associada à acumulação de gordura;
- Alterações hormonais e problemas de fertilidade;
- Impacto psicológico, incluindo diminuição da autoestima, sintomas de ansiedade e depressão.
É possível prevenir a obesidade?
Sim, é possível prevenir a obesidade através da adoção de hábitos de vida saudáveis e da gestão dos principais fatores de risco associados ao seu desenvolvimento.
A prevenção da obesidade passa por:
- Alimentação equilibrada, com maior consumo de frutas, legumes e alimentos frescos e redução da ingestão de produtos ultraprocessados;
- Prática regular de atividade física;
- Manutenção de um padrão de sono adequado;
- Educação para a saúde e promoção de estilos de vida saudáveis desde a infância.
Como incentivar hábitos saudáveis nas crianças?
A prevenção é particularmente importante na infância, tendo em conta que, segundo dados de 2022, a prevalência da obesidade infantil foi de 13,5%, verificando-se que 1 em cada 3 crianças entre os 6 e os 8 anos de idade apresentava excesso de peso.
O envolvimento da família e o ambiente escolar desempenham um papel fundamental neste processo, através da implementação de medidas como:
- Disponibilizar refeições equilibradas, privilegiando frutas, legumes, cereais integrais e alimentos naturais;
- Limitar o acesso a produtos ultraprocessados, snacks ou lanches ricos em sal, açúcar e gordura;
- Incentivar o consumo de água como principal fonte de hidratação;
- Promover a prática de atividade física, através de brincadeiras ativas e desportos;
- Controlar o tempo de exposição a ecrãs;
- Garantir o descanso adequado à idade;
- Promover a literacia em saúde, fornecendo informações para que as crianças possam fazer escolhas mais saudáveis.
Qual o tratamento para a obesidade?
O tratamento da obesidade exige uma abordagem individualizada, centrada na mudança sustentada de hábitos e comportamentos.
Sendo uma doença crónica, o tratamento requer acompanhamento contínuo ao longo do tempo, de forma a promover resultados duradouros.
De acordo com a fase de evolução da doença e as características individuais de cada pessoa, o plano terapêutico pode envolver:
- Terapêutica farmacológica;
- Procedimentos endoscópicos (por exemplo, balão intragástrico);
- Cirurgia bariátrica (por exemplo, banda gástrica);
- Acompanhamento médico especializado (por exemplo, psiquiatria e endocrinologia).
Atualmente, têm ganho destaque os medicamentos para o tratamento da obesidade, como os análogos do GLP-1. Estes fármacos atuam na regulação do apetite e da saciedade, ajudando a reduzir a ingestão alimentar e devem ser prescritos por um médico.
O tratamento da obesidade deve ser conduzido por uma equipa multidisciplinar, sendo que esta abordagem integrada é fundamental para tratar não apenas o excesso de peso, mas também os fatores metabólicos, comportamentais e emocionais associados à doença.
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O acompanhamento psicológico desempenha também um papel importante no tratamento da obesidade, consulte as várias opções de Consultas de Psicologia.

Conteúdo revisto
pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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