Como prevenir um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

  • O AVC tem um grande impacto na saúde, sendo uma das principais causas de incapacidade em Portugal.
  • A prevenção do AVC passa pela adoção de um estilo de vida mais equilibrado.
  • Além disso, a identificação precoce dos sinais de alerta é fundamental para permitir uma intervenção médica eficaz.
Como prevenir um AVC 

Em Portugal, estima-se que, em média, três pessoas sofram um AVC a cada hora.

O que é o AVC e como surge?

O AVC ocorre quando o fornecimento de sangue ao cérebro é interrompido ou quando há ruptura de um vaso sanguíneo cerebral. Esta alteração compromete a oxigenação das células cerebrais, podendo originar danos neurológicos permanentes.

Existem dois tipos de AVC:

  • AVC isquémico (enfarte): ocorre quando uma artéria fica obstruída, impedindo a chegada de oxigénio e nutrientes a uma zona do cérebro. Representa cerca de 80 a 85% dos casos de AVC;
  • AVC hemorrágico: acontece quando uma artéria se rompe, originando um hematoma no cérebro.

A gravidade e as consequências dependem da localização e da extensão da área afetada, sendo o diagnóstico e tratamento precoces fundamentais para melhorar o prognóstico.

Quais os fatores de risco?

Os fatores de risco do AVC estão frequentemente associados ao estilo de vida e a condições clínicas que aumentam a probabilidade de ocorrência da doença.

Segundo o Serviço Nacional de Saúde, as principais causas do AVC são:

  • Hipertensão arterial;
  • Dislipidemia (alteração dos níveis de lípidos no sangue);
  • Colesterol elevado;
  • Maus hábitos alimentares;
  • Diabetes;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Obesidade ou excesso de peso;

O controlo destes fatores é fundamental para reduzir o risco de ocorrência de um acidente vascular cerebral.

Qual a relação entre o AVC e a obesidade?

A obesidade está diretamente associada a diversas doenças cardiovasculares, como o AVC, a insuficiência cardíaca e o enfarte do miocárdio.

O excesso de gordura corporal contribui para o aumento da pressão arterial, da resistência à insulina, da inflamação crónica e dos níveis de colesterol e triglicéridos no sangue. Estas alterações favorecem a formação de placas de gordura nas paredes das artérias, processo conhecido como aterosclerose, que pode levar à obstrução dos vasos sanguíneos cerebrais.

Quando ocorre a obstrução de um vaso que irriga o cérebro, o fluxo de sangue e o fornecimento de oxigénio às células cerebrais ficam comprometidos, podendo resultar num acidente vascular cerebral. Por esta razão, o controlo do peso corporal é importante para prevenir o risco de AVC.

Quais os sinais de alerta do AVC e como proceder?

Os sinais de alerta do AVC surgem geralmente de forma súbita e requerem atenção imediata, uma vez que a rapidez na resposta é determinante para reduzir o risco de morte e de incapacidade permanente.

Os sintomas mais comuns podem ser identificados através da regra FAST:

  • Face (cara): assimetria facial ou dificuldade em sorrir;
  • Arm (braço): perda de força ou dormência num braço ou num lado do corpo;
  • Speech (fala/discurso): dificuldade em falar ou compreender a linguagem;
  • Time (tempo): perante estes sinais, deve-se agir de imediato.

Para além destes sinais, podem surgir outros sintomas, como:

  • Alteração súbita da visão;
  • Tonturas e perda de equilíbrio;
  • Dor de cabeça intensa sem causa aparente;
  • Confusão ou dificuldade de coordenação motora.

Perante a suspeita de AVC, deve ligar-se para o 112 de imediato e evitar atrasos na assistência médica. A pessoa deve ser mantida confortável e, caso esteja inconsciente, deve ser posicionada de lado para facilitar a respiração.

Como prevenir o AVC?

A prevenção do AVC passa pela adoção de um estilo de vida saudável e pelo controlo dos principais fatores de risco cardiovascular:

  • Manter uma alimentação equilibrada, rica em fruta, legumes, cereais integrais e pobre em sal, gorduras saturadas e açúcar;
  • Praticar exercício físico regularmente;
  • Controlar a tensão arterial, os níveis de colesterol (caso estejam elevados) e de glicemia (nos casos de diabetes);
  • Evitar o consumo de tabaco e álcool;
  • Gerir o stress;
  • Realizar acompanhamento médico regular.

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