A menopausa e o risco de perda de massa óssea
Nos cinco a sete anos após a menopausa, algumas mulheres podem perder 20% ou mais da sua densidade óssea.
A menopausa está associada a várias alterações no organismo, entre as quais uma maior perda de massa óssea.
Segundo a Bone Health and Osteoporosis Foundation, nos cinco a sete anos após a menopausa, algumas mulheres podem perder até 20% ou mais da sua densidade óssea. Estima-se ainda que a osteoporose afete cerca de 21,2% das mulheres com mais de 50 anos em todo o mundo.
Neste artigo, poderá encontrar o que muda nos ossos durante a menopausa, quais os fatores que podem aumentar o risco de perda de massa óssea e que cuidados podem ajudar a preservar a saúde óssea.
Porque é que a menopausa aumenta o risco de perda de massa óssea?
Ao longo da vida, o tecido ósseo está constantemente a ser degradado e substituído por tecido novo. O estrogénio desempenha um papel importante na regulação deste processo, ajudando a manter o equilíbrio entre a perda e a formação de tecido ósseo.
Com a chegada da menopausa, ocorre uma diminuição dos níveis de estrogénio, o que faz com que a degradação dos ossos exceda a sua renovação. A massa e a densidade óssea podem, assim, diminuir, deixando os ossos mais frágeis.
Esta perda óssea pode ser mais acentuada em mulheres que passam por uma menopausa induzida, por exemplo, após a remoção cirúrgica dos ovários ou na sequência de determinados tratamentos, como a quimioterapia.
Existem outros fatores que podem contribuir para a perda de massa óssea nesta fase, como a menor absorção de cálcio pelo intestino e o aumento da sua eliminação pela urina. A intensidade desta perda varia de mulher para mulher e pode ser influenciada pela idade, genética, alimentação e prática de atividade física.
Quais são os riscos associados à perda de massa óssea?
A perda de massa óssea pode diminuir a densidade e a resistência dos ossos, aumentando o risco de desenvolver osteoporose.
Com o enfraquecimento dos ossos, aumenta também a probabilidade de ocorrerem fraturas de fragilidade, que podem surgir na sequência de quedas ou traumatismos ligeiros. A anca, a coluna vertebral, a pélvis e o punho estão entre as zonas mais frequentemente afetadas.
Além da própria fratura, estas lesões podem provocar dor e limitar a mobilidade e a autonomia.
Como proteger a saúde dos ossos durante a menopausa?
A manutenção de uma boa saúde óssea envolve cuidados que ajudam a preservar a massa e a resistência dos ossos:
1. Fazer exercício físico com regularidade
A partir da menopausa, a prática regular de exercício físico pode ajudar a preservar a massa óssea e a manter a força muscular. Exercícios que envolvem o peso do próprio corpo, como caminhar, subir escadas, dançar, e exercícios de força, adaptados à condição física, estimulam os ossos e contribuem para o desenvolvimento e manutenção da massa muscular.
Uma boa condição muscular e um melhor equilíbrio podem ajudar a prevenir quedas e reduzir o risco de fraturas.
De notar que os planos de treino devem ser sempre adaptados às necessidades e capacidades de cada pessoa.
2. Adotar uma dieta rica em nutrientes bons para os ossos
Uma alimentação equilibrada, com quantidades adequadas de cálcio, vitamina D e proteínas, pode contribuir para a manutenção da saúde dos ossos e da força muscular.
O cálcio é um dos principais componentes dos ossos e a vitamina D ajuda o organismo a absorvê-lo. Leite e derivados, peixe, ovos, leguminosas, frutos secos e alguns vegetais são exemplos de alimentos que podem fazer parte de uma alimentação variada e fornecer nutrientes importantes para a saúde óssea.
A proteína também contribui para a manutenção da massa muscular, que tende a diminuir com a idade. Carne, peixe, ovos, laticínios, leguminosas, soja e frutos secos são algumas das opções que podem ajudar a garantir uma ingestão adequada.
Quando a alimentação não permite obter as quantidades necessárias de determinados nutrientes, pode ser recomendada a utilização de suplementos de cálcio ou vitamina D. Esta decisão deve ser avaliada por um profissional de saúde, tendo em conta as necessidades de cada pessoa.
3. Manter um estilo de vida equilibrado
Além de uma alimentação equilibrada e da prática regular de exercício físico, não fumar, moderar o consumo de álcool e manter um peso saudável também podem contribuir para a saúde dos ossos.
4. Identificar os fatores de risco
A perda de massa óssea não afeta todas as mulheres da mesma forma. Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver osteoporose, como ter antecedentes familiares da doença, uma menopausa precoce, baixo peso corporal ou determinadas doenças e tratamentos.
Conhecer estes fatores permite perceber se existe um risco acrescido e se pode ser necessária uma avaliação mais específica da saúde óssea.
5. Avaliar regularmente a saúde óssea
A avaliação da saúde óssea permite perceber se existe perda de massa óssea e se há um risco aumentado de osteoporose ou de fraturas. Dependendo da idade e dos fatores de risco, o médico pode recomendar uma densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos.
Esta avaliação pode ajudar a identificar alterações numa fase inicial e a definir os cuidados mais adequados a cada pessoa.
A Rede Médica AdvanceCare disponibiliza acesso a médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia e Ortopedia, que podem avaliar diferentes aspetos relacionados com a menopausa e a saúde óssea e indicar o acompanhamento mais adequado.

Conteúdo revisto
pelo Conselho Científico da AdvanceCare.
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