Como evitar a fadiga visual causada pelos ecrãs?

Saúde e Medicina
Última atualização: 13/10/2026
  • Passar várias horas por dia em frente a ecrãs pode aumentar o esforço visual e provocar desconforto nos olhos.
  • Para prevenir a fadiga visual existem vários cuidados a ter durante a utilização de ecrãs.
  • Equilibrar o tempo passado na frente dos ecrãs com momentos offline pode ajudar a reduzir o cansaço ocular.
  • Fadiga visual 

    Segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, estima-se que a fadiga visual afeta cerca de sete em cada dez portugueses.

    O que é a fadiga visual provocada pelos ecrãs?

    Os ecrãs estão cada vez mais presentes na nossa rotina, seja no trabalho ou nos momentos de lazer. O uso de dispositivos digitais é comum em todas as faixas etárias. Crianças, jovens e adultos passam várias horas por dia em frente a ecrãs, o que pode aumentar o esforço visual e provocar cansaço e desconforto nos olhos.

    Quando estes sintomas surgem após uma utilização prolongada de computadores, telemóveis, tablets ou outros dispositivos digitais, podem estar associados à fadiga visual digital (provocada por ecrãs).

    Um estudo realizado pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências concluiu que a maioria dos jovens portugueses de 18 anos utiliza a internet durante quatro ou mais horas por dia. Além disso, segundo dados divulgados pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, a fadiga visual afeta cerca de sete em cada dez portugueses.

    Quais são os principais sintomas da fadiga visual digital?

    A fadiga visual digital ou astenopia digital pode provocar diferentes sintomas, que nem sempre se limitam aos olhos. Entre os sinais mais comuns estão:

    • Secura ocular;
    • Cansaço ou desconforto nos olhos;
    • Dificuldade em focar;
    • Lacrimejamento excessivo;
    • Visão turva temporária, principalmente após várias horas de utilização de ecrãs;
    • Vermelhidão dos olhos;
    • Sensação de comichão nos olhos;
    • Maior sensibilidade à luz;
    • Dores de cabeça frequentes;
    • Sensação de peso ou tensão nas pálpebras.

    Estes sintomas podem ser mais evidentes ao final do dia, sobretudo depois de várias horas em frente a um ecrã.

    A presença destes sintomas não significa necessariamente que seja preciso usar óculos ou, no caso de quem já os utiliza, alterar a graduação. Se persistirem, uma avaliação oftalmológica pode ajudar a perceber a sua origem.

    Como evitar a fadiga visual durante o trabalho ao computador?

    Para quem passa muitas horas ao computador, há vários cuidados que podem ajudar a reduzir o cansaço dos olhos:

    • Fazer pausas regulares e aplicar a regra 20-20-20: desviar o olhar do ecrã a cada 20 minutos durante 20 segundos, fixando um ponto a cerca de 6 metros de distância;
    • Manter uma distância adequada do ecrã: colocar o monitor a uma distância confortável, evitando que fique demasiado perto;
    • Ajustar a posição do monitor: o topo do ecrã deve ficar aproximadamente ao nível dos olhos ou ligeiramente abaixo;
    • Controlar a iluminação: evitar reflexos no monitor e garantir que o espaço de trabalho tem luz suficiente;
    • Ajustar o brilho e o contraste: adaptar as definições do ecrã às condições de luz do ambiente para facilitar a leitura;
    • Pestanejar com frequência: pestanejar regularmente ajuda a manter os olhos hidratados e pode aliviar a sensação de secura;
    • Alternar atividades: sempre que possível, alternar o trabalho ao computador com outras tarefas que não exijam olhar continuamente para um ecrã;
    • Cuidar da hidratação ocular: em caso de secura ou irritação ocular, recorrer a lágrimas artificiais, sobretudo em ambientes com ar condicionado ou aquecimento;
    • Considerar o uso de óculos adequados: para quem usa óculos, é importante avaliar regularmente se a graduação continua adequada. As lentes com filtro de luz azul podem aumentar o conforto visual em alguns utilizadores

    Como proteger a visão das crianças e adolescentes durante a utilização de ecrãs?

    Entre trabalhos escolares, redes sociais, vídeos e videojogos, os mais novos podem passar várias horas por dia em frente a ecrãs. O desconforto visual associado à utilização prolongada pode também dificultar a concentração, sobretudo durante o estudo ou outras atividades que exigem atenção.

    Como nem sempre as crianças percebem ou conseguem explicar o que estão a sentir, os pais e os cuidadores devem estar atentos a alguns sinais, como esfregar frequentemente os olhos, pestanejar mais do que o habitual, aproximar demasiado o rosto do ecrã ou queixar-se de dores de cabeça.

    Além dos cuidados mencionados anteriormente, existem outras medidas que pais e educadores podem aplicar, tais como:

    • Definir limites para a utilização de ecrãs: estabelecendo períodos de utilização adequados à idade, de modo a evitar que o tempo passado em dispositivos ocupe grande parte do dia;
    • Evitar a utilização de ecrãs durante as refeições: privilegiando estes momentos do dia para a interação em família;
    • Reduzir a utilização antes de dormir: limitando o tempo passado ao telemóvel, tablet ou outros dispositivos ao final do dia, para evitar que interfiram com o sono;
    • Promover atividades sem ecrãs: reservando diariamente tempo para brincadeiras, atividades ao ar livre ou outras ocupações que não dependam de dispositivos digitais.

    Quando é aconselhável consultar um oftalmologista?

    Quando o cansaço ou desconforto visual surge com frequência, persiste ou começa a interferir na rotina diária, é recomendada uma avaliação médica. O mesmo acontece quando surgem alterações da visão, como visão turva ou dificuldade em focar, que não melhoram com o descanso ou com a redução do tempo de ecrã.

    Uma consulta de Oftalmologia ajuda a avaliar a saúde ocular e a perceber se existe alguma alteração que necessite de atenção médica.

    A Rede Médica AdvanceCare disponibiliza acesso a médicos especialistas em Oftalmologia, que podem avaliar a sua saúde ocular e recomendar o acompanhamento mais adequado.

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    pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

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